E’ necessario prendere le distanze dai revisionisti, falsi marxisti-leninisti e “sovranisti di sinistra” che nascondo il carattere socialfascista e socialimperialista dell’attuale Stato Cinese e del regime instaurato dal  “PCC”

 

 

Bando de Xi Jinping reprime maoistas às vésperas do centenário da fundação do Partido Comunista da China

O Estado fascista chinês tem prendido diversos militantes e intelectuais marxistas-leninistas-maoistas que se opõem à atual linha revisionista de Teng Siaoping e do atual mandatário, Xi Jinping. As ações contra os militantes proletários ocorrem no mês que precede o 1° de julho de 2021, data em que marcou os 100 anos da fundação do Partido Comunista da China (PCCh). 

As detenções, que começaram em 12 de maio, foram reveladas por uma agência noticiosa em Taiwan. Entre os presos está o maoista Ma Houzhi, de 77 anos, que foi libertado de uma pena de dez anos de prisão em 2019. 

Houzhi, um professor da Universidade Qufu Normal, foi preso acusado de estabelecer um partido comunista maoista na China. Sua atuação teria sido frontalmente contrária à proibição do registro de novos partidos políticos sob o PCCh revisionista. 

 

Outros jovens militantes maoistas já conhecidos, como Liu Qingfeng, Fu Mingxiang, Hu Jiahong, Nie Jubao e Wu Ronghua também foram detidos. A maioria com menos de 30 anos de idade, de acordo com o Channel News Asia. 

Além disso, a praça Tiananmen, de tradição comunista antes do revisionismo na China, será fechada (para evitar protestos) do dia 23 de junho até, pelo menos, 1º de julho, quando Xi Jinping fará um discurso. Assim como a praça foi fechada, sítios de internet e grupos de ativistas foram ordenados a cancelar qualquer reunião presencial que marque o aniversário. 

 

‘Partido Comunista’ cancela celebrações 

O Partido Comunista da China revisionista também cancelou uma conferência chamada Comemoração do 55º Aniversário da Revolução Cultural Proletária, na intenção de silenciar  intelectuais que defendem o maoismo. 

A conferência foi cancelada de repente, e com poucas explicações, de acordo com o estudioso chinês Li Gang. “As atividades que tinham sido planejadas pela esquerda maoista para comemorar a Revolução Cultural foram interrompidas”, disse Li ao portal RFA. “A julgar por vários indicadores, é provável que o PCCh tenha ordenado isto”. 

Maoistas, sites e grupos de esquerda como Hongzhan, Practical Communism, Utopia, Mao Tse Tung Thought Banner, Mao Tse Tung Research Institute, Protagonist, The Red Song Society etc. seriam alguns dos que iriam participar da conferência cancelada. Mas, fontes afirmam que Zhang Zhang, um dos organizadores, foi contatado e ameaçado pela polícia para cancelar a conferência. 

O jornalista político Gao Yu, de Pequim, disse via redes sociais que está em curso uma repressão mais ampla a qualquer reunião presencial ligada à Revolução Cultural. “Eles reuniram e impediram as pessoas de participar em cerca de uma dúzia de reuniões e jantares diferentes”, escreveu Gao Yu. 

O cancelamento das celebrações ocorreu após serem divulgadas fotos de uma comemoração da vida de Chiang Ching, grande dirigente comunista chinesa e esposa do Presidente Mao Tsetung, no 30º aniversário de sua morte, na qual uma jovem de vermelho a representou. 

 

O significado 

A repressão à nova geração de maoistas dentro da China é um forte indicativo de que a crise geral do imperialismo, dentro da qual se desenvolve a crise do social-imperialismo chinês, ameaça recrudescer a luta de classes nesse país. 

O regime social-fascista de Xi Jinping mantém um forte e amplo aparato de corporativização e espionagem, em que a direção central revisionista do partido fascista busca esmagar no nascedouro os jovens militantes e quadros maoistas que defendem a linha revolucionária do Presidente Mao. Começando pelo controle político e administrativo às novas organizações e círculos estudantis independentes que fogem à linha do partido revisionista, o estrangulamento às novas forças também ocorre mediante perseguição policial, jurídica e extraoficial. 

As novas e velhas gerações de maoistas que despontam sua iniciativa na China põem em sério risco o revisionismo chinês, cuja estabilidade está precisamente porque é tido por herdeiro legítimo do Presidente Mao. Abalada essa imagem, a China será estremecida pelas grandes eclosões da luta de massas. 

 

Social-fascismo e social-imperialismo 

Desenvolvendo a tese leninista de que as classes subsistem no socialismo, cuja base social são os pequenos produtores de mercadorias, o próprio direito burguês (que no socialismo subsiste, ainda que em crescente e gradual restrição) e as diferenças de classes (como aquelas entre o trabalho manual e o intelectual; entre campo e cidade e entre os camponeses e o proletariado), o Partido Comunista na China, quando era um partido revolucionário do proletariado sob a chefatura e direção pessoal do Presidente Mao Tsetung, em luta de duas linhas interna e contra o revisionismo de Kruschov, alcança a grande compreensão sobre o perigo de restauração capitalista se não as combate. Num determinado momento, se não se limitar e eliminar parte por parte tais bases objetivas da restauraçãom capitalista, poderia se produzir a restauração. Se isso ocorresse, Mao Tsetung advertiu que “o partido se tornaria um partido fascista” e “toda a China mudaria de cor”. 

Mao Tsetung desenvolveu, em teoria e prática, a Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP) como um colossal movimento de massas que revolucionasse a superestrutura que não correspondia plenamente às bases econômicas da nova sociedade (cuja manifestação é a própria existência daqueles fatores objetivos e da base social da nova burguesia). E mais: desenvolveu a brilhante tese de que, de tão arraigadas que são tal base social e as velhas ideias feudais e burguesas nos costumes, na ideologia e na cultura chinesas, elas obrigariamente produzem, no terreno político e consequentemente no seio do Partido, do Exército e do Estado revolucionários proletários o surgimento de representantes dessas classes derrubadas que, nas novas condições da luta de classes, se fantasiriam de comunistas (revisionismo). 

Com a derrota da GRCP, com a morte do Presidente Mao e algumas insuficiências da direção proletária no manejo da luta de duas linhas contra a direita revisionista no seio do Partido, essa logra impor um golpe de Estado, através do qual eliminam os chefes proletários, sucessores do Presidente Mao, cunhados pejorativamente como “bando dos quadro”, entre eles Chiang Ching e Chang Chun-chao, junto a centenas de milhares de jovens e veteranos maoistas em todos os escalões do movimento revolucionário. 

Ato contínuo, a direita revisionista, ao invés de restringir as diferenças de classes e eliminar gradualmente a base social da restauração capitalista, as estendeu, ampliou e generalizou, no campo econômico, político e ideológico. Aproveitando-se da acumulação de meios de produção nas mãos do proletariado e do desenvolvimento da economia socialista, com o golpe, a nova burguesia usurpa-os e passa a restaurar as velhas relações capitalistas de produção, convertendo o sobretrabalho produzido pelos operários em mais-valia em volumes crescentes; com afãs hegemonistas de grande potência, promove a exportação de capital e altera a política externa para uma de cunho imperialista. No regime interno, aproveita-se do alto grau de hegemonia revolucionária que o Partido havia logrado para pô-lo a serviço da espionagem, com vistas a impedir uma contrarrestauração sociaista. Em cartas a Chiang Ching, Mao disse que se uma restauração capitalista ocorresse, seria preciso fazer novamente a “guerra de guerrilhas”: “De novo Yenan”. 

A NOVA DEMOCRACIA Brasile